jardim dos sonhos pedagogia
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sábado, 23 de novembro de 2013
Sócrates
Sócrates
foi o pioneiro do que atualmente se define como Filosofia Ocidental.
Nascido em Atenas, por volta de 470 ou 469 a.C., seguiu os passos do pai, o
escultor Sofrônico, ao estudar seu ofício, mas logo depois se devotou
completamente ao caminho filosófico, sem dele esperar nenhum retorno
financeiro, apesar da precariedade de sua posição social. Seu trabalho seria
marcado profundamente pelos textos de Anaxágoras,
outro célebre filósofo grego.
No
início, Sócrates caminhou pelas mesmas veredas dos sofistas, mas ao retomar
seus princípios ele os universalizou, empreendendo a jornada típica do
pensamento grego. Suas pesquisas iniciais giraram em torno do núcleo da alma
humana. Até hoje este filósofo é sinônimo de integridade moral sabedoria, pois
sempre agiu com ética, responsabilidade, e tornou-se padrão de perfeita
cidadania.
Ele
desprezava a política e não se adaptava à vida pública, embora tenha exercido
algumas funções no quadro político, inclusive como soldado. Seu método
filosófico ideal era o diálogo, através do qual ele se comunicava da melhor
forma possível com seus contemporâneos, no esforço de transmitir seus
conhecimentos para os cidadãos gregos. Além de legar ao mundo sua sabedoria sem
par, ele também formou dois discípulos fundamentais para a perpetuação e
desenvolvimento de seus ensinamentos –Platão e Xenofonte
-, embora não tenha deixado por escrito o fruto de
suas pregações.
Casado
com Xantipa, nunca priorizou sua família, sempre entregue ao exercício dos dons
de que era dotado. Sua essência crítica e justa o levava a crer que tinha uma
importante missão, a de multiplicar seres igualmente dotados de sabedoria,
probidade, moderação. Este caminho o levaria a se chocar com a cúpula dos
governantes, na qual conquistaria inimigos e insatisfação. A contundência de
sua fala, o rigor de sua personalidade, seu viés crítico e mordaz, suas ideias
muitas vezes opostas à estrutura social vigente e o método educativo de que se
valia, geraram-lhe antagonistas no seio da estrutura política que então
dominava a Grécia.
O
comportamento de Sócrates desencadeou em sua prisão, acusado por Mileto, Anito
e Licon, de perverter a juventude e renegar os deuses cultuados pelos gregos,
trocando-os por outros. Recebendo a oportunidade de advogar a seu favor, diante
do tribunal e dos homens, ele se recusou, pois não pretendia renunciar ao que
acreditava e ao que pregava a seus conterrâneos. Ele preferia ser condenado
pela justiça terrena e preservar, diante da imortalidade, a verdade de sua
alma. Assim, optou pela morte, decretada por seus juízes, através do voto da
maioria.
Mesmo
diante da chance de fugir, arquitetada por seu seguidor Crípton, com a
complacência da justiça grega, ele recuou, pois não desejava ferir as leis de
seu país. Ao esperar a execução de sua sentença, prorrogada por um mês - graças
a uma lei que não permitia o cumprimento desta pena enquanto um navio
empreendesse uma jornada até Delos, oferecida em cumprimento de um voto -,
preparou-se psicologicamente para esta viagem além-túmulo, em conversas
espiritualizadas com seus amigos.
Após
ter bebido calmamente seu cálice de cicuta, veneno mortal, ele teria dito
“devemos um galo a Esculápio”, pois acreditava que o suposto deus da Medicina o
tinha libertado da enfermidade conhecida como ‘vida’, liberando-o para a morte.
Desta forma ele partiu em 399 a.C., aos 71 anos.
Platão
Platão
foi um dos principais filósofos gregos da Antiguidade. Ele nasceu em Atenas,
por volta de 427/28, foi seguidor de Sócrates e mestre de
Aristóteles. O nome pelo qual ficou conhecido era possivelmente um apelido,
aparentemente ele se chamava Arístocles.
Este
filósofo se encontrava no limiar de uma época, entre os valores antigos e um
novo mundo que
emergia, o que lhe propiciou uma riqueza de ideias sem igual. Ele tinha o poder
de abordar os temas mais diversos, mais com a força da paixão e da criatividade
artística do que com a lucidez da razão. Sua obra é um dos maiores legados da
Humanidade, abrangendo debates sobre ética, política, metafísica e teoria do
conhecimento.
Ao
contrário de Sócrates, que vinha de uma origem humilde, Platão era integrante
de uma família rica,
de antiga e nobre linhagem. Ele conheceu seu ilustre mestre aos vinte anos.
Sócrates era bem mais velho, pelo menos quarenta anos separavam ambos, mas eles
puderam desfrutar de oito anos de aprendizado conjunto. Platão teve acesso
também, por meio de seu professor, aos ideais pré-socráticos. Com a morte de
seu preceptor, o filósofo isolou-se, com outros adeptos das ideias socráticas,
em Mégara, ao lado de Euclides.
Depois
de viajar pela Magna Grécia e pela Sicília, Platão regressou a Atenas e fundou
a Academia, que em breve se tornou conhecida e frequentada por um grande número
de jovens que vinha à procura de uma educação melhor. Até
intelectuais consagrados acorriam a esta instituição para debater suas ideias.
Depois de várias tentativas de difundir seus conceitos políticos em Siracusa,
na Sicília, Platão se instala definitivamente em sua terra natal, na liderança
da Academia, até sua morte, em 347 a.C.
Dos
filósofos da Antiguidade, Platão é o primeiro de quem se conhece a obra
integral. Mas muitos de seus diálogos não são autênticos, embora supostamente
assinados por ele. Seu estilo literário é o diálogo, uma espécie de ponte entre
a oralidade fragmentária de Sócrates e a estética didática de Aristóteles. Nos
escritos de Platão mesclam-se elementos mito-poéticos com fatores
essencialmente racionais. Este filósofo não se guia pelo rigor científico, nem
por uma metodologia formal.
Em
Platão a filosofia ganha contornos e objetivos morais, apresentando assim
soluções para os dilemas existenciais. Esta práxis, porém, assume no intelecto
a forma especulativa, ou seja, para se atingir a meta principal do pensamento
filosófico, é preciso obter o aprendizado científico. O âmbito da filosofia,
para Platão, se amplia, se estende a tudo que existe. Segundo o filósofo, o
homem vivencia duas espécies de realidade – a inteligível e a sensível. A
primeira se refere à vida concreta, duradoura, não submetida a mudanças. A outra
está ligada ao universo das percepções, de tudo que toca os sentidos, um real
que sofre mutações e que reproduz neste plano efêmero as realidades permanentes
da esfera inteligível. Este conceito é concebido como Teoria das Ideais ou
Teoria das Formas.
Segundo
Platão, o espírito humano se encontra temporariamente aprisionado no corpo
material, no que ele considera a ‘caverna’ onde o ser se isola da verdadeira
realidade, vivendo nas sombras, à espera de um dia entrar em contato concreto
com a luz externa. Assim, a matéria é adversária da alma, os sentidos se
contrapõem à mente, a paixão se opõe à razão. Para ele, tudo nasce, se
desenvolve e morre. O Homem deve, porém, transcender este estado, tornar-se
livre do corpo e então ser capaz de admirar a esfera inteligível, seu objetivo
maior. O ser é irresistivelmente atraído de volta para este universo original
através do que Platão chama de amor nostálgico, o famoso eros platônico.
Platão
desenvolveu conceitos os mais diversos, transitando da metafísica para a política,
destas para a teoria do conhecimento, abrangendo as principais esferas dos
interesses humanos. Sua obra é estudada hoje em profundidade, apresentado uma
atualidade inimaginável, quando se tem em vista que ela foi produzida há
milênios, antes da vinda de Cristo. Seu pensamento influencia ainda em nossos
dias teorias políticas, psicológicas – como a junguiana -, filosóficas,
espirituais, sociológicas, entre outros segmentos do conhecimento humano.
Jean Piaget
Desde muito cedo Jean
Piaget demonstrou sua capacidade de observação. Aos onze anos percebeu um melro
albino em uma praça de sua cidade. A observação deste pássaro gerou seu
primeiro trabalho científico. Formado em Biologia interessou-se por pesquisar
sobre o desenvolvimento do conhecimento nos seres humanos. As teorias de Jean
Piaget, portanto, tentam nos explicar como se desenvolve a inteligência nos
seres humanos. Daí o nome dado a sua ciência de Epistemologia Genética,
que é entendida como o estudo dos mecanismos do aumento dos conhecimentos.
Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente, comprovou suas teses.
Resumir a teoria de Jean Piaget não é uma tarefa fácil, pois sua obra tem mais páginas que a Enciclopédia Britânica. Desde que se interessou por desvendar o desenvolvimento da inteligência humana, Piaget trabalhou compulsivamente em seu objetivo, até às vésperas de sua morte, em 1980, aos oitenta e quatro anos, deixando escrito aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos. Repassamos aqui algumas idéias centrais de sua teoria, com a colaboração do “Glossário de Termos”.
Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm comprovação em bases científicas. Ou seja, ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente, comprovou suas teses.
Resumir a teoria de Jean Piaget não é uma tarefa fácil, pois sua obra tem mais páginas que a Enciclopédia Britânica. Desde que se interessou por desvendar o desenvolvimento da inteligência humana, Piaget trabalhou compulsivamente em seu objetivo, até às vésperas de sua morte, em 1980, aos oitenta e quatro anos, deixando escrito aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos. Repassamos aqui algumas idéias centrais de sua teoria, com a colaboração do “Glossário de Termos”.
A inteligência para Piaget é o mecanismo de adaptação do organismo a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Esta adaptação refere-se ao mundo exterior, como toda adaptação biológica. Desta forma, os indivíduos se desenvolvem intelectualmente a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. O que vale também dizer que a inteligência humana pode ser exercitada, buscando um aperfeiçoamento de potencialidades, que evolui "desde o nível mais primitivo da existência, caracterizado por trocas bioquímicas até o nível das trocas simbólicas".
Para Piaget o comportamento dos seres vivos não é inato, nem resultado de condicionamentos. Para ele o comportamento é construído numa interação entre o meio e o indivíduo. Esta teoria epistemológica (epistemo = conhecimento; e logia = estudo) é caracterizada como interacionista. A inteligência do indivíduo, como adaptação a situações novas, portanto, está relacionada com a complexidade desta interação do indivíduo com o meio. Em outras palavras, quanto mais complexa for esta interação, mais “inteligente” será o indivíduo. As teorias piagetianas abrem campo de estudo não somente para a psicologia do desenvolvimento, mas também para a sociologia e para a antropologia, além de permitir que os pedagogos tracem uma metodologia baseada em suas descobertas.
“Não existe estrutura sem gênese, nem gênese sem estrutura” (Piaget). Ou seja, a estrutura de maturação do indivíduo sofre um processo genético e a gênese depende de uma estrutura de maturação. Sua teoria nos mostra que o indivíduo só recebe um determinado conhecimento se estiver preparado para recebê-lo. Ou seja, se puder agir sobre o objeto de conhecimento para inserí-lo num sistema de relações. Não existe um novo conhecimento sem que o organismo tenha já um conhecimento anterior para poder assimilá-lo e transformá-lo. O que implica os dois pólos da atividade inteligente: assimilação e acomodação. É assimilação na medida em que incorpora a seus quadros todo o dado da experiência ou estruturação por incorporação da realidade exterior a formas devidas à atividade do sujeito (Piaget, 1982). É acomodação na medida em que a estrutura se modifica em função do meio, de suas variações. A adaptação intelectual constitui-se então em um "equilíbrio progressivo entre um mecanismo assimilador e uma acomodação complementar" (Piaget, 1982). Piaget situa, segundo Dolle, o problema epistemológico, o do conhecimento, ao nível de uma interação entre o sujeito e o objeto. E "essa dialética resolve todos os conflitos nascidos das teorias, associacionistas, empiristas, genéticas sem estrutura, estruturalistas sem gênese, etc. ... e permite seguir fases sucessivas da construção progressiva do conhecimento".
O desenvolvimento do indivíduo inicia-se no período intra-uterino e vai até aos 15 ou 16 anos. Piaget diz que a embriologia humana evolui também após o nascimento, criando estruturas cada vez mais complexas. A construção da inteligência dá-se portanto em etapas sucessivas, com complexidades crescentes, encadeadas umas às outras. A isto Piaget chamou de “construtivismo sequencial”.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Epistemológicos
PLATÃO
Segundo
Platão, o espírito humano se encontra temporariamente aprisionado no corpo
material, no que ele considera a ‘caverna’ onde o ser se isola da verdadeira
realidade, vivendo nas sombras, à espera de um dia entrar em contato concreto
com a luz externa.
ARISTÓTELES
Na tentativa de explicar qual a natureza da matéria, surgiram
várias teorias. Uma delas foi criada por um filósofo grego, Empedoclismo, por
volta do século V a.C. Segundo ele, tudo que existe no universo seria composto
por quatro elementos principais: terra, fogo, ar e água. Surgiu aí a teoria dos quatro elementos.
Antropológico
DESCARTES
Teoria
de Descartes: A
Natureza do Corpo
Segundo
Descartes, o corpo é formado de matéria física e, por isso, tem propriedades
comuns a qualquer matéria, como tamanho, peso e capacidade motora. Assim, as
leis que regem a física, também regem o corpo humano.
KANT
Mas segundo Kant, estas faculdades ou formas a priori no
homem que o permitem conhecer a realidade ou, em outros termos, há duas
principais fontes de conhecimento no sujeito: A sensibilidade, por meio da qual os objetos são dados na
intuição.O entendimento, por meio do qual os objetos são pensados
nos conceitos.
Axiológicos
Max Scheler
Centro do pensamento de Scheler era a sua teoria do
valor. De acordo com Scheler, o ser-valor de um objeto precede a percepção. A
realidade axiológica dos valores é anterior à sua existência. Os valores e seus
correspondentes opostos existem em uma ordem objetiva.
Alexiuns Meinong
A teoria se baseia na suposta observação empírica de que
é possível pensar em algo, como uma montanha de ouro, mesmo que esse objeto não
exista. Como podemos nos referir a essas coisas, elas devem ter algum tipo de
ser. Meinong distingue assim o "ser" de uma coisa, em virtude da qual
pode ser um objeto de pensamento, da "existência" de uma coisa.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O que significa humanizar o ser humano
pela educação
A
educação como processo de humanização busca transformar o homem a partir da
apropriação de conhecimentos científicos e que foram produzidos
intencionalmente pelo conjunto dos homens. Praticamente, é possibilitar que o
indivíduo passe de um estado vegetativo de inércia, para um estado de evolução
consciente, capaz de transformar uma prática alienante de enxergar as diversas
situações sociais, para uma prática revolucionária de mudanças por meio de
conhecimentos adquiridos.
Esses
conhecimentos não são espontâneos, mas sim organizados sistematicamente por
meio de um currículo e reproduzidos pela escola a partir de práticas de ensino.
Essas práticas devem ser revestidas de uma intencionalidade, organizadas por
planejamentos e propostas de ação, com a finalidade de proporcionar ao educando
uma educação integral.
Não
há outro caminho para a humanização do ser humano que não seja pela educação.
Isso significa que é a partir da apropriação da cultura e do trabalho que o
homem se humaniza.
Desta
forma, os novos desafios da educação brasileira exigirão dos docentes uma
formação interdisciplinar que seja capaz de dar conta das necessidades
educacionais dos alunos. Essa formação produzirá no professor uma atitude de
incessante pesquisa, de modo que possa construir práticas significativas de
aprendizagem nos alunos.
A
partir desse entendimento é que a escola, como um todo, estará cumprindo o seu
papel social na construção e transmissão da cultura produzida pelo conjunto dos
homens, formando e humanizando aqueles que buscam uma educação de qualidade.
Assinar:
Postagens (Atom)


